Nova York recebe pouco mais de 60 milhões de turistas por ano - Crédito: Rodrigo Barrionuevo

Roteiro de quatro dias (intensos) em Nova York

por: Sylvia Barreto
11 de dezembro 2017

Tapumes com obras pelas principais ruas, trânsito caótico e sirenes eventuais por todos os lados. Quem quer visitar um lugar desses? Bom, só em 2016 pouco mais de 60 milhões de pessoas quiseram. O destino dessa loucura é Nova York, a metrópole de 8 milhões de habitantes que parece nunca estar pronta, sempre em construção, melhorando, se reinventando.

De acordo com um estudo anual da Mastercard, o Global Destination Cities Index (GDCI), Nova York é a quinta cidade que mais recebeu visitantes internacionais que passaram ao menos uma noite no destino em 2016. É o único lugar das Américas dentre as dez primeiras do ranking. E o que faz tanta gente sair de suas confortáveis casas ao redor do mundo e ir para um lugar tão agitado como Nova York?

Aproveite uma noite na Times Square, o local está sempre cheio e iluminado – Crédito: Marley White

Talvez, os turistas sejam atraídos pelas luzes da Times Square. Ou quem sabe pelas peças da Broadway, a Estátua da Liberdade ou o Empire State Building. Também pode ser que tenham escolhido a cidade atraídos por algum filme ou seriado das centenas que a usam como cenário. Mas o charme verdadeiro de Nova York, que reúne as atrações mencionadas e muitas outras, é ser única. Mesmo que o lugar não seja o ideal para você querer morar lá levando uma vida tranquila, é o destino que vai te oferecer agitação, cultura, gastronomia, arte e todo tipo de compra como nenhum outro. Nova York te faz ter insanos dias inesquecíveis.

Dentre a oferta de possibilidades que Nova York tem a oferecer, o Viajar é Simples prepara um roteirinho de cinco dias com tudo aquilo de melhor na cidade. Tem atrações antigas que são imperdíveis, há aquelas relativamente novas que já entraram para a lista de lugares essenciais e tem detalhes que enriquecem qualquer viagem. Então vamos embarcar nessa matéria e loucura juntos!

Dia 01

Manhã

Vamos começar nosso roteiro vendo Nova York do alto? Para isso, basta visitar um ícone da cidade, o Empire State Building (350 5th Ave). Com 381 metros de altura, por anos foi o edifício mais alta da cidade. O ideal é chegar cedo porque as filas costumam ser grandes. Se comprar o City Pass, que é um talão de ingressos com as principais atrações da cidade, dá para pular uma parte da fila e ainda economizar. Os usuários do City Pass que fizerem a visita noturna também podem voltar na noite do mesmo dia gratuitamente para ver a cidade toda iluminada.

Nova York vista do Empiere State Building – Crédito: Rodrigo Barrionuevo

O ingresso regular, que custa US$ 36 para adultos, dá direito de subir até a plataforma de observação do 86º andar. Há, ainda, um ingresso que permite a visitação também ao 102º andar também e custa US$ 56 dólares para adultos. Crianças menores de seis anos não pagam ingressos. A atração fica aberta o ano todo das 08h00 às 02h00, sendo que o último elevador sobe à 01h15. É importante ir sem muitas bolsas, todas são revistadas e, quanto mais coisas as pessoas levam, maiores ficam as filas – Site: www.esbnyc.com

Depois de sair do Empire State Building pode aproveitar e passar na enorme Macy´s que há em frente. A loja de departamentos é outro ícone da cidade, sempre tem promoções e dá descontos para estrangeiros que mostrarem o passaporte do serviço de atendimento.

Tarde

Saindo da região do Empire State Building, siga para o Chelsea Market (75 9th Avenue, entre as ruas 15th e a 16th) para almoçar. Ele fica no prédio de uma antiga fábrica de biscoitos, aliás, o local onde a bolacha Oreo foi criada. O mercado reúne opções de produtos frescos, cuidados com o corpo, artesanato e diversos restaurantes deliciosos. É só escolher um deles para almoçar e até comprar umas coisinhas para comer à noite no hotel caso tenha preguiça de sair. Abre todos os dias, o site é : www.chelseamarket.com

O Chelsea Market é ideal para um bom almoço – Crédito: Joe Buglewicz

Depois do Chelsea Market, aproveite para dar uma passadinha no High Line Park. Trata-se de um parque suspenso em plena Manhattan. Construído em uma ferrovia abandonada, sua última parte foi inaugurada em 2014. É ótimo para uma caminha, relaxar e tirar várias fotos do entorno. Se for no inverno, esteja bem agasalhado para passar pelo local. Há 11 acessos para o parque em Chelsea, alguns deles para deficientes. Abre sempre às 07h00 da manhã. Para mais informações, acesse:  www.thehighline.org

Uma ferrovia abandonada foi transformada no High Line Park – Crédito: Tagger Yancey

Noite

Tenha uma primeira noite em grande estilo em Nova York: veja um musical da Broadway. São dezenas de espetáculos exibidos por dia, alguns, mais de uma vez, com sessões especiais à tarde. Algumas opções bem populares são: O Fantasma da Ópera, Wicked, Chicago, O Rei Leão e King Boots. Compre seu ingresso com antecedência seja em revendedores do Brasil ou em sites credenciados. Há ingressos que começam nos US$ 30, mas são lugares bem afastados do palco. Os assentos melhores costumar custa a partir de US$ 90.

Uma dica para comprar ingressos com desconto, se você tiver tempo, vá até as cabines da TKTS Times Square para adquirir entradas mais baratas para sessões no mesmo dia. Muitos espetáculos têm opção de exibição à tarde e à noite, os ingressos diurnos costumam ter preços mais convidativos. Para ver endereço e horário de funcionamento, acesse aqui.

Outra forma de ver um musical pagando menos é durante a NYC Broadway Week, que acontece duas vezes por ano, uma por semestre. A edição de inverno em 2018 será de 16 de janeiro a 04 de fevereiro. Ingressos à disposição a partir de 05 de janeiro. É possível adquirir duas entradas pelo valor de uma. Visite o site: https://www.nycgo.com/broadway-week.

Durante a Broadway Week é possível comprar ingressos com desconto para musicais – Crédito: Joe Buglewicz

Dia 02

Acorde cedinho e siga para a Lower Manhattan. Por ali ficam outras atrações emblemáticas, como a Estátua da Liberdade e o One World Observatory, construído no local do World Trade Center e que, atualmente, é o observatório mais alto de Nova York.

Manhã

O ideal é ir até o Baterry Park bem cedinho. De lá saem as balsas que levam à ilha na qual fica a Estátua da Liberdade. No verão, o primeiro barco costuma sair a partir das 08h30 e, no inverno, às 09h00. Há vários tipos de ingressos para conhecer a estátua de pertinho. O “reserve ticket” é o ingressos regular, dá acesso à ilha da estátua e também à Ellis Island, o local já foi o principal portão para os imigrantes que procuravam uma nova vida nos Estados Unidos e sua estação de imigração funcional por 62 anos (de 1892 a 1954). Atualmente, abriga o Ellis Island Immigration Museum Wall of Honor que esta aberto à visitação. Esse ingresso custa US$ 18,50 e permite andar pelas duas ilhas. A vista de Manhattan por lá é linda.

Há um tipo de ingresso que dá acesso também ao pedestal da Estátua da Liberdade, que tem 27 metros de altura. Ele custa o mesmo valor do tíquete regular, porém, o número de visitas diárias é limitado. Por isso, é preciso adquiri-lo com bastante antecedência. O passeio até a estátua e a Ellis Island também está incluso no City Pass, porém, ele não dá acesso ao pedestal. Quem tem o City Pass deve chegar com pelo menos uma hora de antecedência da saída do primeiro barco à bilheteria do Baterry Park e tentar pegar um dos acessos reservados para quem não fez a reserva com antecedência.

Quer ir até a coroa da Estátua da Liberdade? Então prepare o fôlego, do pedestal até o topo são 154 degraus. O ingresso custa US$ 21 para adultos, porém, também tem número limitado de acesso por dia. O ideal é comprar pelo site www.statuecruises.com com, pelo menos, três meses de antecedência.

Se quiser subir até a coroa da Estátua da Liberdade faça a reserva com meses de antecedência – Crédito: Rodrigo Barrionuevo

Depois de reservar sua manhã para conhecer a Estátua da Liberdade, aproveite que está na área e vá andando até o Charging Bull, o famoso Touro de Wall Street (Broadway com Morris Street). Símbolo de força e poder, a escultura de Arturo de Módica tem 3,4 metros de altura e pesa 3,5 toneladas. Dizem que pegar em seus testículos dá sorte. Então, prepare-se para uma enxurrada de turistas ao redor do touro e pouco espaço para fotos.

Siga em direção ao norte da cidade e, na esquina da Broadway com a Wall Street, dê uma paradinha na Trinity Church, a igreja anglicana é pura história. O local foi adquirido pela comunidade anglicana em 1697 e a igreja atual é a terceira construída, foi erguida em 1846 em estilo neogótico. A primeira igreja foi incendiada em 1776 e a segunda demolida em 1839, após uma tempestade de neve ter revelado problemas estruturais. O prédio atual é considerado um Marco Histórico Nacional.

Para completar o passeio, entre na famosa Wall Street. Por lá, dá para ver locais icônicos de Nova York, como a Bolsa de Valores (Broad com Wall Street) e, também, um prédio do atual presidente dos EUA, Donald Trump, no número 40 da rua. Aproveite e almoce nos arredores.

Tarde e Noite

Com 541 metros, o One Word Trade Center, a poucos quarteirões da Wall Street, é o prédio mais alto do ocidente. Foi construído no local que ficava o complexo das Torres Gêmeas, destruídas em ataque aéreo em 2001. Em seu topo, fica o One Word Observatory. Aproveite a tarde para ter essa outra visão da cidade e suba até o observatório no 102º andar. Além da vista 360º da cidade, com destaque para a bela visão da Brooklyn Bridge, os elevadores Skypod, oferecem uma visão virtual da transformação da cidade de Nova York ao longo dos séculos. No andar 101º tem restaurante com uma bela vista, claro, e no 100º piso existem duas estações interativas.

O ideal é comprar o ingresso com antecedência pelo site oneworldobservatory.com e marcar o horário da visita. A entrada regular custa US$ 36 para adultos. Abre sempre às 09h00. O horário de fechamento depende da época do ano, variando entre 21h00 e 22h00.

O One World Observatory fica no espaço das antigas Torres Gêmeas e é o prédio mais alto ocidente – Crédito: Rodrigo Barrionuevo

Ao sair do One World Observatory fica difícil não notar o Parque Memorial com uma estrutura que inclui dois espelhos d´água e o nome de quase 3.000 pessoas mortas no ataque às Torres Gêmeas. Se quiser, ainda pode completar a visita passando no 9/11 Memorial Museum, que conta a história do local antes e depois do atentado. Há, ainda, exposição de objetos e artefatos encontrados e a história das vítimas. O ingresso de adultos custa US$ 24. Ele também está incluso no City Pass da cidade. Fique atento para os horários de funcionamento, o museu abre sempre às 09h00. Fecha às 20h00 de domingo a quinta e às 21h00 às sextas e sábados. A última admissão é sempre de duas horas antes do horário de fechamento. Mais infos no site www.911memorial.org.

Se quiser fazer umas comprinhas com desconto, aproveite que está na região e vá até a Century 21 do número 22 da rua Cortland (esquina com a Church Street). A loja de departamentos é gigante e vende roupas e acessórios masculinos e femininos com preços abaixo do mercado. Para ver mais lojas, mas com preços comuns, e talvez jantar, vá até o shopping Westfield World Trade Center, todo branco e com uma arquitetura inusitada, é impossível não notá-lo da rua.

Dois locais interessantes perto do One World Observatory: Century 21 e shopping Westfield World Trade Center – Crédito: Rodrigo Barrionuevo

Dia 03

Acorde cedo, calce tênis confortáveis e vá até o Central Park. O famoso parque é cheio de locais emblemáticos para visitar e tirar fotos. Tente começar ali entre as ruas 66 e 72 para ver o Central Park Mall, é o único caminho reto do parque e, para completar, tem árvores por todos os lados. Na parte norte do Mall fica uma área bem conhecida, o Bethesda Terrace, também chamada de coração do Central Park, que tem uma bela fonte.

Na entrada oeste da rua 72, fica o emblemático Strawberry Fields. O mosaico branco e preto no chão leva nome da música de John Lennon and Paul McCartney: Strawberry Fields Forever. Ele é uma homenagem a John Lennon. O cantor morava perto do local, no edifício Dakota, quando foi assinado. O espaço foi inaugurado em 09 de outubro de 1985, dia no qual Lennon faria 45 anos.

Ponto emblemático no Central Park: Bethesda Terrace – Crédito: Tagger Yancey

Outro ponto interessante do parque é o Belvedere Castle, uma construção de 1860. Fica mais ou menos no meio do Central Park, perto da entrada da rua 79. Como é um dos lugares mais altos por ali, a vista é bem bonita. O castelo abre diariamente e é sede de uma série de atividades para a comunidade.

Para almoçar, que tal aproveitar uma das barraquinhas de cachorro-quente ao redor do parque e comer o típico sanduíche feito do modo como os norte-americanos gostam? Vale a pena provar.

Tarde

Separe sua tarde para um dos melhores e maiores museus do mundo: The Metropolitan Museum  of Art (MET). Ele fica no Central Park, entrada na 5ª Avenida com a rua 82. Tem mais de 2 milhões de obras de arte que abrangem 5 mil anos. Dividido em 11 exposições fixas, as três próxima da entrada são as mais surpreendentes. Do lado esquerdo de quem entra, há a área de Arte Greco Romana, com mais de 17 mil obras de arte.

Se ao entrar no museu o visitante seguir em frente, chegará à área da Medieval Art, que foi feita de modo a se parecer com o interior de uma igreja. Há esculturas da Idade Média, tapeçaria e móveis em exibição. Ao lado direito de quem chega ao museu fica a parte que pode ser considerada a mais impressionante do MET: o espaço Egyptian Art. Parece que o próprio Egito foi levado até Nova York. São 26 mil objetos, incluindo o Templo de Dendur, isso mesmo, tem um basicamente um templo inteiro dentro do museu. A parte do Egito é imperdível, se não tiver muito tempo e precisar escolher poucas áreas para visitar, ela deve estar na sua lista. E até mais impressionante que a parte egípcia do Louvre, em Paris.

A coleção egípcia no Metropolitan é impressionante – Crédito: Rodrigo Barrionuevo

O MET abre sempre às 10h00. De domingo a quinta fecha às 05h30 e às sextas e sábados às 21h00. Seu ingresso está incluso no City Pass. Caso compre on-line no site do museu (www.metmuseum.org), o valor é de US$ 25 para adultos. Se deixar para adquirir a entrada na bilheteria pode se preparar para filas, porém, o visitante paga o preço que puder para entrar.

Noite

Deixe uma noite do seu roteiro para curtir a Times Square. O local fica apinhado de gente e é extremamente vibrante. As lojas costumam ficar abertas  até bem tarde, por volta da meia-noite, e dá aproveitar e fazer umas comprinhas na Disney Store, MAC, Sephora, Forever 21 e outras. Pode jantar pelos arredores também, há desde food trucks até ótimos restaurantes, mas fique atento, em muitos deles a cozinha fecha por volta das 23h00.

Dia 04

Manhã

No último dia do roteiro ainda dá para visitar mais um museu imperdível de Nova York: American Museum of Natural History (AMNH). Visitado por cinco milhões de pessoas por ano, ele é uma das atrações imperdíveis da cidade, será difícil encontrar algum outro acervo igual. O museu fica ao lado do Central Park, na altura da rua 81, lado oeste. São cinco pisos e 45 áreas de exposições fixas além das temporárias.

Fundado em 1869, o museu tem uma coleção atual de 34 milhões de espécimes e artefatos. O que esperar por lá? Réplicas de animais, desde bisões até uma baleia azul suspensa de 29 metros de comprimento.  Gosta de dinossauros? Então corra para o quarto piso com fósseis desses gigantes. Não deixe de ver o fóssil de um tiranossauro rex com seu maxilas de mais de 1 metro de comprimento e dentes de 15 centímetros.

Assim como o MET, a entrada no AMNH também está inclusa no City Pass. A entrada para adultos comprada pela internet fica US$ 23, porém, se preferir adquirir seu ingresso na hora a contribuição pode ser de quanto puder. Isso mesmo, muitos museus de NYC, como o MET, usam essa regra. A entrada tem um preço sugerido no balcão, porém, o visitante pode pagar quanto puder, a única desvantagem é que pega bastante fila. O AMNH abre diariamente das 10h00 às 17h45. O site é www.amnh.org.

Fósseis de dinossauros podem ser vistos no American Museum of Natural History – Crédito: Rodrigo Barrionuevo

Tarde

Dê uma última olhada em Nova York do alto. É hora de ir a outro local emblemático da cidade: Rockfeller Center. Além de o prédio ser bem famoso, no 70º abriga o deck de observação chamado Top of the Rock. Como está a poucas quadras do Cental Park, é a melhor vista do parque dentre os observatórios da cidade. Tem binóculos para que os visitantes vejam seus pontos preferidos bem de perto.

O ingresso, que custa US$ 34 para adultos, também está incluso no City Pass. Porém, aqueles que compram com antecedência pela internet já escolhem o horário de visita, quem tem City Pass deve ir no dia no local fazer a opção. O ideal é que vá pela manhã escolher o horário para uma visita à tarde. Se for no inverno, dá para ver a árvore de Natal tradicional do prédio e ainda consegue aproveitar a pista de patinação do gelo do Rockfeller Center que costuma ser aberta em outubro e funcionar até a segunda semana de janeiro. Ela funciona das 08h30 até meia-noite diariamente e os visitantes podem comprar ingressos de US$ 25 (adulto) para patinar por 90 minutos.

Para mais informações do Top of The Rock, acesse: www.topoftherocknyc.com. Sobre a pista de patinação, há detalhes no therinkatrockcenter.com.

No inverno, dá para patinar no Rockfeller Center – Crédito: Divulgação

Noite

A última noite a sugestão do Viajar é Simples é se aproximar um pouco mais dos esportes mais populares nos Estados Unidos, como o futebol americano, beisebol, hóquei e o basquete. Em qualquer época do ano, uma boa pedida é ir ao NFL Experience em plena Times Square. É uma verdadeira imersão na história dos times e é possível até participar virtualmente de uma partida em um teatro 4D. O legal é que ele fica aberto até tarde, é preciso consultar a agenda no site (www.nflexperience.com), mas não costuma fechar antes das 21h00, sendo que há datas que fecha meia-noite. A entrada custa a partir de US$ 39.

Se quer ver uma partida de futebol americano da NFL, o ideal é entre os meses de setembro a janeiro. Pode ser que você dê sorte de times como o New York Giants ou o New York Jets terem partidas no MetLife Stadium, que fica em New Jersey. Os ingressos custam a partir de US$ 100. Se preferir ver um emocionante jogo de basquete da NBA, fique ligado porque em outubro tem a pré-temporada, de novembro a abril a temporada regular e de abril a junho os playoffs. Os times da casa, New York Knicks e Brooklyn Nets, jogam no Madison Square Garden e no Barclays Center, respectivamente. Os melhores ingressos costumam começar nos US$ 50. É incrível ver um jogo dessas equipes. O Viajar é Simples esteve em uma partida do New York Knicks e podem saber mais sobre a experiência aqui.

A temporada de hóquei vai de outubro a abril e em Nova York dá para ver os Rangers jogando no Madison Square Garden e os New York Islanders no Barclays Center, no Brooklyn. Se for de abril a outubro, a oportunidade é de assistir uma partida de beisebol. Os New York Yankees jogam no Yankee Stadium, em Manhattan, e o New York Mets joga no Citi Field Stadium no Queens.

Jogo da NBA no Madison Square Garden, no coração de Manhattan – Crédito: Sylvia Barreto

Onde comer?

Está enganado quem pensa que nos Estados Unidos só tem fast food. Há restaurantes incríveis, principalmente, em NYC. Se quiser comer em restaurantes renomados pagando um valor acessível, pode aproveitar a época da NYC Restaurant Week, que acontece duas vezes por ano na cidade, uma a cada semestre, e reúne menus fechados com entrada, almoço e sobremesa por preços fixos. A edição do inverno de 2018 já tem data, irá acontecer de 22 de janeiro a 29 de fevereiro. O menu do almoço custará US$ 29 e do jantar US$ 42. O ideal é acessar o site do evento (https://www.nycgo.com/restaurant-week) e fazer reserva com antecedência. As edições de verão costumam começar no fim de julho.

Para comer em um italiano bem tradicional e com preços justos, vá até o Carmine´s (www.carminesnyc.com). Com dois endereços em Manhattan, oferece pratos bem servidos e típicos da Itália. Outro italiano adorado pelos brasileiros é o Olive Garden, fica entre a rua 47 e a 7ª Avenida com a Broadway. A casa tem menus especiais para o almoço com preços reduzidos.

Olive Garden: pratos grandes e preços justos – Crédito: Sylvia Barreto

Outra franquia que faz sucesso entre os brasileiros e fica ali na Times Square é o Bubba Gump, do filme Forrest Gum, lembra? Tem pratos deliciosos e enormes de camarão, frutos do mar em geral e peixes. Mas caso não queira nada disso, pode aproveitar algumas opções com frango.  Outro clássico dos EUA ali na Times Squares? Tem o Hard Rock Café com seus enormes hambúrgueres.

Alguém falou hambúrguer? Bem tradicional na cidade, dê uma passadinha no Shake Shack que está espalhado por toda Manhattan. É para aqueles que não dispensam um fast food, mas querem algo com uma qualidade melhor que Mcdonalds e Burger King. O Shake Shach tem um menu bem reduzido, com hambúrgueres suculentos, milk-shakes bem cremosos e deliciosas limonadas. Procure no site deles todas as unidades em NYC: www.shakeshack.com

Aquele fast food imperdível: Shake Shack

Compras

Sentiu falta do tema “compras” nessa matéria? Não se preocupe, lá no blog tem um post inteirinho só sobre um outlet pertinho de Nova York, acesse aqui.

Onde ficar?

Se não faltam atrações em NYC, também não poderia deixar de haver hotéis de todos os tipos para acomodar os cerca de 60 milhões de turistas que a cidade recebe. Depois de um dia cheio no destino, tudo que um viajante quer é um lugar confortável para recarregar as energias, não é mesmo? NYC abriga 113.700 quartos em hotéis de todas as categorias nos seus cinco distritos. Para te ajudar a escolher entre tantas opções e dar as melhores dicas, a equipe do Viajar é Simples testou três hotéis diferentes em sua última viagem (março/abril de 2017) à cidade, todos em Manhattan. Cada um deles tem perfis distintos, veja qual combina mais com você!

The Kitano Hotel: Sofisticação e tradição

O The Kitano Hotel New York é repleto de história e tradição. Fica em um prédio do século 19 que pertencia aos Rockfellers (os mesmo do Rockfeller Center, sabe?). Há mais de 40 anos foi adquirido pelo Kitano Group que o transformou no primeiro hotel japonês da cidade. Para completar, fica pertinho de ícones históricos da cidade, como a Central Station e o Empire State Bulding, dá para ir andando, algo que, como o trânsito caótico de Nova York, é um ponto forte.

Em plena Park Avenue, o The Kitano tem 150 quartos com vistas lindas da cidade. A tradição japonesa é encontrada no atendimento, na gastronomia e até em um dos apartamentos, a Tatami Suite, com decoração e experiência típicas do Japão. Para completar, a propriedade é membro da Preferred Hotels & Resort Lifestyle, grupo que reúne mais de 600 hotéis independentes do mundo que passam por sérios critérios de hospitalidade para que possam fazer parte da coleção.

Diárias: em NYC as diárias variam muito de acordo com a época do ano. Em junho de 2017, por exemplo, podem ser encontradas tarifas a partir de US$ 309 para casal, já em uma cotação para janeiro de 2018, há diárias a partir de US$ 177. Gostou? Faça sua reserva clicando aqui!

Endereço: 66 Park Avenue, East 38th St

Site: www.kitano.com

Quarto do The Kitano com muitas janelas para que o hóspede aprecie a cidade – Crédito: Rodrigo Barrionuevo

The Roger Smith Hotel: espaço, arte e modernidade

Quem olha o The Roger Smith por fora acha que ele é apenas mais um hotel tradicional de Nova York. Sim, ele é tradicional, foi fundado em 1929. Porém, ao entrar, a atmosfera muda completamente com as obras de arte espalhadas pelo lobby e os quartos espaçosos com leves toques florais na decoração.

Desde 1929 o The Roger Smith Hotel é operado pela mesma família. As irmãs deLima herdaram o hotel do pai, Oscar deLima. Atualmente, quem cuida de fato da propriedade é uma das irmãs, Suzanne Knowles e seu marido, James Knowles. Além de administrar o hotel, James também é artista e escultor, sua arte está por todo o The Roger Smith Hotel. Muitas de suas obras estão expostas logo na entrada do hotel, no lounge e no charmoso Lily´s. Além disso, é comum haver exposições de outros artistas no local.

Os quartos do The Roger Smith são extremamente espaçosos e bem decorados, aliás, o tamanho é um bom diferencial, já que os quartos parecem estar cada vez menores nas grandes cidades. O menor tem 18m² e os maiores chegam a 52m². São divididos em cinco categorias diferentes: Classic Standard Hotel Room; Junior Suite; One Bedroom Suite; Superior One Bedroom Suite e Premium Suite.

Em todos as acomodações é possível encontrar o toque da proprietária Suzanne. Esqueça aqueles quartos de hotel que parecem todos iguais, no The Roger Smith a decoração é delicada, acolhedora e o floral está em toda parte. Caso não abra as cortinas, pode até se esquecer que está na agitada Nova York, é mesmo um local para relaxar e aproveitar depois de um dia cansativo pela cidade. Todos são equipados com frigobar, WI-FI grátis, TV com acesso à HBO, despertador, secador, tábua e ferro de passar, café e chá e amenities da marca local Beekman 1802. Os quartos maiores têm até uma pequena cozinha, com micro-ondas, cafeteira, louças e pia.

O hotel não tem restaurante nem café da manhã, porém, na recepção há frutas à vontade todos os dias e um refrigerador com iogurtes totalmente gratuitos. Se precisar comer, a localização não podia ser melhor. Ao redor há vários restaurantes e cafeterias, não precisa nem atravessar a rua, ao lado já tem um Starbucks. Para se locomover de metrô é bem fácil, há muitas estações ao redor, aliás, o hotel está a apenas seis quadras da icônica e movimentada Grand Central Station. Gostou? Faça sua reserva aqui!

Diárias: a partir de US$ 174 o casal

Endereço: 501 Lexington Avenue

Site: www.rogersmith.com

O The Roger Smith Hotel é perfeito para relaxar – Crédito: Rodrigo Barrionuevo

Nyma: melhor custo-benefício

Nyma é uma abreviação para The New York Manhattan Hotel. A propriedade é perto de diversos pontos turísticos de Nova York, como a Times Square e do Empire State Building. Tem um lobby bem moderninho e é aquele tipo de hotel que oferece tudo que precisamos: boa localização, cama confortável e chuveiro quentinho. O melhor, o preço é bem justo para um hotel no coração de Manhanttan. A rua é bem movimentada, é chamada de Korea Way porque concentra diversos restaurantes e outros estabelecimentos coreanos. Deu fome de madrugada? É o local ideal para comer, há opções 24 horas por dia na rua do hotel e nos arredores.

O Nyma tem, ainda, um bar na cobertura com uma vista linda da cidade. Mesmo que você não se hospede no hotel, vale dar uma passadinha por lá no verão para tomar um drinque. Ao contrário da maioria dos hotéis de Nova York, o hotel inclui café da manhã na diária, é bem simples, com pães, café, frios e frutas, basicamente.

Diárias: a partir de US$ 99 o casal

Endereço:  6 West 32nd Street (também conhecida como Korea Way)

Site: www.hotelnyma.com

Quer reservar um hotel em Nova York? Clique aqui!

Todos os preços mencionados no texto foram checados em dezembro/2017

*A equipe do Viajar é Simples (repórter e fotógrafo) viajou com apoio dos hotéis mencionados no texto, do City Pass, One World Observatory e NYCGO

ENVIAR COMENTÁRIO

0 Comentários