Temporada 2024/2025 de cruzeiros gerou R$ 5,43 bilhões na economia brasileira - Crédito: Divulgação MSC Cruzeiros

Temporada de cruzeiros 2024/2025 no Brasil movimentou R$ 5,43 bilhões

por: Sylvia Barreto
3 de setembro 2025

A temporada de cruzeiros  2024/2025 teve o segundo maior número de passageiros da série histórica: 838.096. O número é 0,8% inferior ao período anterior, Além disso, movimentou R$ 5,43 bilhões, um crescimento de 3,8% em relação à anterior.

O dados foram levantados pelo Estudo de Perfil e Impactos Econômicos de Cruzeiros Marítimos no Brasil, realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com a CLIA Brasil (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos), lançado durante o 7º Fórum CLIA Brasil 2025, que acontece hoje (03 de setembro) em Brasília.

A temporada de cruzeiros também gerou 84,6 mil postos de trabalho. Pela primeira vez, o estudo passou a considerar também os efeitos dos navios de passagem, ampliando a análise sobre o setor

No campo econômico, os R$ 5,43 bilhões movimentados representam crescimento de 3,8% em relação à anterior. Cada R$ 1 investido pelo setor gerou R$ 4,05 na economia nacional, confirmando a força multiplicadora da atividade.

O resultado foi impulsionado por R$ 2,95 bilhões em impacto gerado pelas companhias marítimas (+5,5%) e R$ 2,48 bilhões provenientes de cruzeiristas e tripulantes (+3,7%). Além disso, foram arrecadados R$ 577,4 milhões em tributos nas esferas federal, estadual e municipal.

Marco Ferraz, presidente CLIA Brasil, dá início ao 7º Fórum da associação – Crédito: Sylvia Barreto

Entre novembro e abril, nove navios percorreram dezenas de destinos brasileiros e sul-americanos, com embarques em portos como Itajaí (SC), Santos (SP), Rio de Janeiro, Salvador, Maceió e Paranaguá (PR), além de escalas em cidades como Angra dos Reis (RJ), Balneário Camboriú (SC), Búzios (RJ), Fortaleza, Ilhabela (SP), Ilha Grande (RJ), Ilhéus (BA), Porto Belo (SC) e Recife, incluindo também paradas em Buenos Aires, na Argentina, e Montevidéu e Punta del Este, no Uruguai.

Em relação ao impacto econômico médio por passageiro nas cidades de escala, considerando efeitos diretos, indiretos e induzidos, foi de R$ 709,47. Para os destinos de embarque e desembarque, esse valor sobe para R$ 918,15, reforçando a relevância da atividade para a economia local.

Navios de passagem
Pela primeira vez, o estudo incluiu os impactos dos 29 navios de passagem (longo curso) que tiveram escalas no Brasil em roteiros internacionais. Esse movimento acrescentou R$ 583,9 milhões à economia, com a criação de 9,1 mil empregos e arrecadação de R$ 62,1 milhões em tributos.

Somados cabotagem e navios de passagem, o impacto total da temporada chegou a R$ 6 bilhões, com a geração de 93,7 mil postos de trabalho.

*O Viajar é Simples acompanha presencialmente o evento em Brasília 

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